E eu queria plantar um jardim. Para o jardim, só tinha a terra. Nem água, nem sementes, nem nada. Só a terra. A terra e um sonho.
Sentada em meu sofá novo, pensei sobre minha vida. Ou melhor, sobre o significado da minha própria vida. A vontade de deixar minha "marca no mundo" sempre me moveu em direção às minhas metas e também aos caminhos que, eventualmente, me levariam à elas. Vez ou outra, me indagava sobre a veracidade de meus sonhos e sobre a possibilidade de serem realizados. Parecia-me que quando compartilhava meus anseios com outros menos sonhadores, minhas expectativas desmoronavam, perdendo seu devido crédito para o desdenho e a incredulidade. E foi nesse momento que finalmente encontrei a solução para minha angústia.
Lembrei-me de como Bauman discorreu sobre a felicidade errônea de hoje em dia. Aquilo tudo fez sentido. Segundo ele, o que havia de tão errado com a felicidade atual era a constante correlação entre crescimento econômico e maior felicidade. Da primeira vez que li tais palavras, não lhes dei seu devido valor, tornando-me a própria destruidora de expectativas do primeiro parágrafo. Pensando em como o crescimento econômico realmente trazia felicidade, fechei as páginas de seu maravilhoso livro e retirei o notável Zygmunt Bauman de seu "pedestal", abandonando-o ao senso comum. Como pude ser tão descrente? Infelizmente, muitas vezes temos que tomar o lugar do inimigo para ter sua visão e, então, resolver mudar. E mudei.
A partir daí, não mais desacreditei em nenhuma ideia, nenhum sonho. Me ative aos meus delírios e se alguém com menos devaneios cruzasse meu caminho e "cortasse minhas asas", sonharia, então, com os pés no chão, mas jamais permitiria que alguém afastasse minha tão bem cultivada esperança e reduzisse minha tão grande vontade de mudar o mundo. Nenhum sonho é grande demais para uma alma cheia de amor.
Um beijo esperançoso,
Lau
Como pode uma Tiquinha dessa escrever tão lindamente bem s? hehe.
ResponderExcluirTe amo,
Vi.