Não vou chegar e te dizer: "Não caia". Entretanto, não posso te motivar a cair dizendo palavras de consolo como "Tudo vai ficar bem" ou "As coisas vão melhorar, levante e cabeça e siga em frente". Não. Não há mais tempo para perder o equilíbrio e resolver juntar forças para ficar em pé novamente. Não há mais tempo para olhar para os lados e distrair-se com a paisagem. É preciso focar um pouco, fazer trocas, estabelecer metas e não desistir.
Acabo pensando que o mais importante aspecto de nossas vidas somos nós mesmos. Então, na repulsa pelo meu próprio egoísmo me faço pensar nos outros e obrigo-me a tentar, ou ao menos fingir, um pouco mais de solidariedade e, quem sabe, bondade. Não chego a pensar que colocar o "eu" em primeiro plano seja um pecado mortal. Entretanto, o problema é grande quando o "eu" atropela os "outros" e pisoteia o "nós". E você sabe que da mais leve maldade à mais grave e perversa é um pulinho só.
Voltaire um dia disse que Todo homem é culpado por todo bem que ele não fez. Concordo. Apoio, na verdade. Contudo, não consigo decidir quando é hora de largar o coração puritano e converter-me em uma individualista declarada. Andam dizendo coisas por aí. Me disseram que o mundo mudou e agora não há mais espaço para pensar em "outros". Não há mais tempo para esquecer de nós mesmos. Não há mais lógica em querer salvar quem já nasceu fraco. Chamam de seleção natural. A lei das coisas é eliminar as mais fracas. Quem chama isso de natural deve estar louco. Agora a desculpa para toda a maldade é declará-la natural. Era só o que faltava.
Uns dizem que o homem nasce bom. Outros alegam que a maldade já está infincada no coração do pequeno feto. Não é preciso escolher um lado. Prefiro dizer que a bondade é uma escolha sábia e a capacidade de se preocupar com o outro é digno de nobreza.
Beijos,
Lau! :))
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