terça-feira, 15 de março de 2011

Sem dar muita importância para o título

Tem dias que eu acordo achando que o mundo não é pra mim. Pode ser somente minha imaginação dando voltas e saltos sem sentido, mas de vez em quando acredito, fielmente, na minha incapacidade. É, isso mesmo que você leu: INCAPACIDADE. Fico pensando, remoendo, calculando... Até mesmo uma fórmula matemática consegui criar. Veja só: P= F/ C . G. Não entendeu? Eu te explico. "P" representa a probabilidade de eu me dar bem em algo que eu escolha fazer da vida, já "F" é a letra que demostra o tamanho da minha fé em mim mesma. A letra C aponta para as chances do resto do mundo ser melhor que euzinha aqui e a letra G é a Galera que pode me passar para trás. Estranhou? Achou loucura? Pois é, estou perdendo a cabeça.
Nunca fui muito confiante, sou daquelas que olha ao redor e pensa se meu próximo ato pode causar algum muxoxo de reprovação ou algum olhar de desprezo que tem o poder de me deixar triste por semanas. Posso te dizer com absoluta certeza que se preocupar com suas próprias ações E  com as reações dos outros não é tarefa fácil, exige muita timidez, insegurança e uma pitadinha de medo. Mas só uma pitadinha.
Dizem que confiança é sexy. É mesmo? Quantas vezes uma pessoa confiante (talvez confiante demais) passou por você esbanjando superioridade e você torceu o nariz pensando no tamanho imensurável do ego de um ser daqueles. Confiança pode subir à cabeça e deixar de ser confiança passando para estágios sérios como chatisse, tédio, egoísmo e, convenhamos, uma certa indiferença geral. Pode até ser que eu esteja tentando justificar minha ausência de confiança, mas você entendeu meu ponto de vista, né?
Jesus, o que eu posso fazer se quando faço uma chamada na minha "sala de emoções" alguns alunos matam aula? É um diálogo interno.
- Muito bem, alunos, vamos começar. Imaginação?
- Aqui, professora!
- Timidez?
5 minutos atrasada, a bendita chega e grita: "Aqui!"
- Confiança?
(...cri...cri...cri...) O silêncio percorre a sala e a professora infeliz e melancólica começa a imaginar o que fez de errado para sua aluna faltar da aula.
É bem isso mesmo. A falta de confiança faz com que criemos um "foco" de problemas, onde TUDO de mais miserável e triste resolve cair. E quem sabe onde fica esse foco? Isso mesmo, bem aqui, em nós mesmos. Vivo a colocar na minha cabeça: "Não se preocupe antes. Deixe a preocupação para depois da notícia ruim." Entretanto, minha necessidade por aprovação geral é tão grande que me deixa ligada aos outros ininterruptamente.
É complicado. E diferentemente dos meus outros textos, esse não traz solução. É mais um desabafo mesmo. Pode ser melhor desapegar às vezes, ignorar um pouco, relaxar. Colocar play no Jason Mraz e como diz uma das minhas múscias preferidas, just Sleep all day :)

um beijo,
Lau (:

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